Aeroviários rejeitam reajuste de 7,2% e ameaçam greve

Paralisação está prevista para época das festas de fim de ano, quando há um aumento no número de passageiros

Alberto Komatsu, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2008 | 19h25

Os trabalhadores do setor aéreo rejeitaram nesta terça-feira, 16, em assembléias realizadas em todo o País a proposta de reajuste salarial de 7,2% para aeronautas (pilotos e comissários) e aeroviários (serviços em terra) oferecido pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, informou que está mantido o estado de greve, mas não foi marcada nenhuma data para paralisação. "Está mantido o indicativo de Natal", disse Graziella.   Veja também: Infraero inicia operação para evitar problemas nos aeroportos Jobim: não terá crise aérea, apesar da ameaça de greve   O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, diz que está mantido o indicativo de greve no dia 24 de dezembro. As duas categorias reivindicam 9% de aumento. Além dos 7,2% oferecidos para grande parte dos empregados, Graziella diz que o Snea também ofereceu 8% de reajuste para os trabalhadores que recebem o piso salarial, mas essa proposta também foi recusada. De acordo com Klafke, as duas categorias vão tentar reabrir as negociações com o Snea e devem realizar nova assembléia após a resposta do sindicato patronal. "Nós sempre estivemos abertos a negociações", disse Klafke.

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