Afinal, quem era essa viúva? A pergunta deu um livro

A escritora americana e professora de literatura inglesa Tilar Mazzeo gostava de tomar champanhe, mas não tinha um interesse especial pelo assunto até o dia em que resolveu "investigar, afinal, quem era essa viúva". Autora do livro A Viúva Clicquot, que chega esta semana às livrarias, falou com exclusividade ao Paladar.

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2009 | 03h21

A viúva Clicquot foi de fato tão importante na história do champanhe?

Seu legado é imenso. Ela internacionalizou e deu status cultural à bebida, além de ter descoberto a remuage, técnica que permitiu acelerar a produção e ajudou a baixar o preço.

Seu trânsito com a aristocracia foi determinante?

Sim, ela acompanhou de perto as transformações provocadas pela revolução industrial. Além disso, o casamento de sua filha com um aristocrata se revelou ótimo negócio, pois a nobreza adorava champanhe.

Quando o champanhe virou bebida de celebração?

Com o fim das guerras napoleônicas, quando várias batalhas se desenrolaram na região de Champagne, qualquer batalha vencida era comemorada com o vinho local, o espumante. A moda pegou.

O que mais interessou a senhora ao pesquisar a vida da viúva?

Sua determinação para mudar o curso da vida. Ela poderia ter levado uma vida confortável, mas se meteu no negócio e ainda assumiu seu controle. Também foi interessante ver que ela e Jean-Rémy Moët eram grandes rivais, viviam uma intensa competição profissional.

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