Agência aposta na queda das indicações da droga

A Anvisa diz que as novas regras reduzirão a indicação de sibutramina no País. "Nossa preocupação é que ela seja recomendada apenas para populações livres de risco", diz Maria Eugênia Cury, chefe do núcleo de notificação. Ela reconhece que a subnotificação de efeitos colaterais de remédios existe, mas não é exclusividade do Brasil. "Os registros melhoraram. Em 2007, foram 9 mil notificações de efeitos adversos e em 2011, 32 mil", afirma o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. Os números incluem efeitos adversos de todos os remédios.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2011 | 03h02

O Brasil é um dos maiores consumidores de sibutramina. Das 5,6 toneladas produzidas em 2009, 3 foram usadas no País.

Entre abril de 2010 e abril de 2011, a prescrição da sibutramina caiu 32% - o que, segundo especialistas, está relacionado à determinação da Anvisa de que o remédio fosse vendido nas farmácias com retenção de receita.

A mudança foi resultado do estudo Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial (Scout), feito em 11 países com 10 mil pacientes com alto risco de problemas cardíacos. O trabalho levou a agência europeia a retirar o medicamento do mercado. / L.F.

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