Agência de ambiente volta ao centro do debate

Embaixadores da União Europeia (UE) voltaram a defender nesta terça-feira, no último dia do seminário No Caminho da Rio+20, realizado no Rio, a criação de uma agência internacional para o meio ambiente. O evento foi promovido pela fundação alemã Konrad Adenauer em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo.

ANTONIO PITA, Agência Estado

17 Abril 2012 | 21h10

A ideia é que uma instituição, nos moldes da Organização Mundial do Comércio (OMC), seja criada na Rio+20 para regulamentar as ações de controle das mudanças climáticas com base nas metas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O tema divide opiniões.

O Brasil e outros países consideram que a criação da agência não contempla a relação da sustentabilidade com o desenvolvimento social e econômico. "O Pnuma precisa ser revitalizado, ter instrumentos capazes de orientar as relações internacionais no campo da sustentabilidade. A criação da agência por si só não quer dizer nada", diz o embaixador aposentado Luiz Castro Neves.

O seminário também discutiu temas como economia verde e exploração de recursos naturais. O ambientalista Caetano Scannavino defendeu que o Brasil "nacionalize a Amazônia". Scannavino é coordenador da ONG Saúde e Alegria e morador da região há 27 anos. Para ele, a conferência será uma oportunidade para o País discutir a efetiva apropriação da região. "É preciso que a floresta esteja no debate de maneira mais pragmática, com políticas públicas específicas". O diretor da sucursal do Estado no Rio, Marcelo Beraba, representou o jornal no evento.

Mais conteúdo sobre:
PlanetaRio+20

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.