Agentes penitenciários fazem greve de 24 horas em SP

A paralisação é uma advetência da categoria para que o governo paulista dê reajuste salarial de 27%

Sandro Villar, especial para O Estado de S.Paulo,

31 de março de 2008 | 15h48

Agentes de segurança penitenciários fazem nesta segunda-feira, 31, uma paralisação de advertência de 24 horas para exigir do governo paulista reajuste de 27% e incorporação das gratificações nos salários. A maioria dos 23 mil agentes, que trabalham em 144 unidades - entre presídios e Centros de Detenção Provisória -, aderiu à greve, segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp).  Justiça considera ilegal a greve dos policiais civis na Bahia A adesão é maior entre os 9 mil agentes dos 19 presídios da região oeste paulista, exceto os de segurança máxima como a P 2, de Presidente Venceslau, onde poucos pararam. Lá, estão presos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), como Marcos Willian Camacho, o Marcola. Apenas serviços essenciais, como atendimento médico e banho de sol, foram mantidos. "Queremos uma resposta do governo sobre o reajuste de 27% (retroativo a 2006) e a incorporação das gratificações nos salários. Toda vez que o governo teria que dar reajuste, ele dá gratificação", afirmou Daniel Grandolfo, diretor do sindicato. A gratificação não é aumento real e, assim, não é incorporada à aposentadoria, segundo o sindicalista. Se o governo não atender às exigências, a categoria ameaça entrar em greve a partir do dia 9 de abril.

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