Agentes penitenciários paralisam atividades em Alagoas

Cerca de 800 agentes penitenciários de Alagoas paralisaram as atividades e realizam hoje um protesto no portão de entrada do sistema penitenciário, na periferia de Maceió. Com o início da greve, as visitas aos presos foram suspensas. A paralisação compromete a segurança interna da Casa de Detenção e dos presídios Cirydião Durval, Santa Luzia (feminino) e Baldomero Cavalcanti. No complexo penitenciário estão ainda o Manicômio Judiciário e o Hospital de Custódia, que apesar de já estar construído e equipado, ainda não foi inaugurado. A direção do sistema prisional e a Secretaria Estadual de Ressocialização, responsáveis pela administração dos presídios de Alagoas, ainda não se manifestaram sobre a greve dos agentes penitenciários, mas devem anunciar medidas alternativas para substituir os grevistas. Segundo o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, Jarbas Souza, a categoria paralisou as atividades em protesto contra as "injustiças trabalhistas" praticadas pelo governo do Estado. "Estamos reivindicando o pagamento do adicional noturno, como determina a lei, além de melhores condições de trabalho e reajuste salarial", afirmou Souza."Os agentes estão com os salários defasados, são obrigados a fazer a segurança externa dos presídios e trabalham sem equipamentos de segurança, como coletes e armas com balas de borracha", relatou o presidente da associação. Jarbas Souza disse ainda que durante a greve 30% dos agentes penitenciários irão fazer a distribuição de comida e a segurança interna do presídio, mas com os presos em cela, sem banho de sol e atividades recreativas. O presidente da associação alerta que o clima no sistema é tenso e que vários agentes penitenciários são ameaçados de morte.

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2008 | 09h20

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