Agnelli cobra rating melhor para Vale e para o Brasil

O presidente-executivo da Vale, Roger Agnelli, cobrou durante passagem pelos Estados Unidos na semana passada a elevação do rating da companhia, bem como uma melhor avaliação do Brasil por parte das agências de classificação de risco. O executivo aproveitou viagem para Nova York, onde participou do Vale Day na bolsa de valores local, para conversar com agências de ratings. A mineradora brasileira, apesar de ser classificada atualmente como grau de investimento, está alguns níveis abaixo do topo desta classificação. "Enquanto não colocar a Vale no 'triple A' (nota máxima de grau de investimento) não vou descansar. Não dá para aceitar", disse Agnelli durante palestra em evento no Rio. Um pouco mais tarde, questionado sobre o tema por jornalistas, complementou: "A Vale merece ter upgrade assim como o sistema financeiro brasileiro também tem que ter. Outros 'triple A' entraram no pepino que estão. Aqui, que não entrou no pepino, não tem que ter (nota melhor)?", perguntou Agnelli, opinando que tanto o Brasil quanto a Vale entraram fortes na crise e sairão ainda mais fortes. "Eu não mereço ter nada menos, nem nada mais do que a melhor empresa de mineração do mundo tem", acrescentou o executivo. Perguntado sobre qual teria sido a resposta das agências de classificação de risco, Agnelli limitou-se a dizer que "é sempre aquele sorrizinho", sem dar mais detalhes. OBAMA O presidente da Vale aproveitou a ocasião para comentar o tema que domina o noticiário nestes dias, a eleição de Barack Obama. Para ele, Obama repetiu, de certa forma, o que no Brasil já aconteceu anos atrás, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós temos o nosso Lula, um presidente que veio de onde veio e chegou onde chegou", disse Agnelli a uma eclética platéia no RioSummer, evento de moda no Rio no qual fez a palestra "A Nova Era do Brasil". "Obama tem que fazer muito para chegar a ter o reconhecimento que o Lula tem. Isso é um ativo que a gente tem", afirmou. Para o principal executivo da segunda maior mineradora do mundo, Obama e Lula juntos têm condições de fazer "um trabalho fantástico". (Por Denise Luna)

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