''Agora ela tem mais opções''

Noemi Gonçalves, PROFESSORA E MÃE DE SYLVIA, DE 7 ANOS, QUE TEVE UM ANO DE RECREIO DIRIGIDO NO COLÉGIO PIO XII

, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2011 | 00h00

"Meus dois filhos mais velhos, de 17 e 13 anos, não passaram por isso. Notei que a Sylvia trouxe algumas brincadeiras da escola para casa, coisas que não acho que ela brincaria normalmente.

Não acho que o recreio interativo tenha tirado a autonomia, porque ela nunca foi obrigada a nada, só brincava do que queria. Tem algumas crianças que não brincam muito em grupo, preferem levar uns aparelhinhos, celulares, e ficam jogando sozinhos. Ela tem opções, também sabe brincar sozinha.

Desse jeito a criança tem certa liberdade, mas ao mesmo tempo é dirigida. Num primeiro momento você ajuda a criança a escolher e depois ela vai escolher melhor sozinha, porque conhece mais opções.

O lado da amizade também é importante, porque ela não ficava só com o pessoal da sua classe, nas panelinhas.

Agora, no 3.° ano, ela fica totalmente livre em um espaço bem amplo da escola. E vejo que ela está se aventurando graças as vínculos que fez - para os mais velhos, essa fase foi mais difícil."

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