Agressão contra mulher provoca 1 morte a cada 3 dias na Itália

Informação vem de estudo realizado pela Casa Internacional das Mulheres; situação é igual na Argentina

EFE,

22 Novembro 2008 | 17h02

As agressões contra a mulher provocam em média uma morte a cada três dias na Argentina e na Itália, segundo estudos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Casa Internacional das Mulheres de Roma, respectivamente. Os dois relatórios foram divulgados neste sábado, às vésperas do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro.   O documento da ONU revela que nos primeiros dez meses do ano, 110 mulheres morreram na Argentina, a maioria vítima de violência familiar, e adverte que diferentes organismos do país revelam que o número de denúncias "cresce a cada ano".   "Só uma a cada dez mulheres em que sofre a violência chega a fazer a denúncia. São dados estimados, mas isto significa que há grande quantidade de vítimas" que não são registradas, declarou Mabel Bianco, titular da Fundação para o Estudo e Pesquisa da Mulher (Feim). No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher a ONU lançará uma campanha mundial sobre o tema.   A iniciativa, organizada pelos Fundos de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), vai até 10 de dezembro, dia do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.   O relatório da ONU afirma que "os Governos têm a responsabilidade indelegável de sancionar e erradicar todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres, prestar contas à sociedade e respeitar compromissos contraídos em tratados e pactos internacionais da ONU".   Na Itália, centenas de mulheres saíram neste sábado às ruas em Roma, em uma manifestação convocada por uma organização de feministas.   Segundo o estudo da Casa Internacional das Mulheres de Roma, 123 mulheres morreram nas mãos dos homens do entorno familiar em 2007, das quais 44 foram assassinadas por seus maridos e 14 por desconhecidos.   A manifestação em Roma serviu também como protesto ao projeto de lei aprovado recentemente pelo Governo de Silvio Berlusconi, que prevê penas de prisão para prostitutas e seus clientes.

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