Alessandro Garofalo/Reuters
Alessandro Garofalo/Reuters

Agressor de Berlusconi pede desculpa por 'ato covarde' na Itália

Tartaglia mostra arrependimento por um ato superficial e impulsivo no qual não se reconheceu, diz advogado

REUTERS

15 de dezembro de 2009 | 07h34

O italiano que quebrou o nariz e dois dentes do primeiro-ministro Silvio Berlusconi ao agredi-lo com uma miniatura da catedral gótica de Milão pediu desculpas ao primeiro-ministro italiano por seu "ato covarde e impulsivo", disse o advogado do agressor nesta terça-feira, 15. 

 

Veja também:

video Vídeo do Youtube mostra momento exato da agressão

linkServiços secretos veem riscos de novas agressões a Berlusconi

Berlusconi passou a segunda noite no hospital na terça-feira após o ataque sofrido no domingo por Massimo Tartaglia, de 42 anos, que bateu a réplica da catedral contra o rosto do premiê de uma distância curta enquanto Berlusconi assinava autógrafos após um comício.

Tartaglia, que tem histórico de problemas mentais, agiu sozinho e sem nenhum interesse político ou militante, disse o advogado dele em breve comunicado, divulgado no final da segunda-feira.

Em carta enviada a Berlusconi, Tartaglia expressou seu "sincero arrependimento por um ato superficial, covarde e impulsivo no qual ele não se reconheceu", afirma o comunicado.

Os aliados de Berlusconi descreveram o ataque como um exemplo do "clima de ódio" que envolve o premiê, que frequentemente acusa juízes "comunistas", a mídia e esquerdistas de fazerem campanha para derrubar seu governo.

Figura popular, mas controversa, Berlusconi tem lutado ao longo de todo este ano contra acusações de relações impróprias com uma modelo adolescente e festas com garotas de programa. Ele também enfrenta a reabertura de vários processos judiciais.

Ele deve permanecer no hospital até quarta-feira e não deve voltar ao trabalho por 10 dias, disse o médico pessoal do premiê, Alberto Zangrillo.

 

Ataque

 

O ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, confirmou durante seu comparecimento na Câmara dos Deputados que o ataque ao primeiro-ministro foi premeditado e que o agressor agiu com "raiva".

 

Maroni deu detalhes do ataque a Berlusconi e disse que o agressor já estava no local desde as 11h (8h de Brasília) preparando o ataque.

 

O ministro afirmou que as forças da ordem não tinham recebido nenhum aviso sério de um possível ataque, desmentindo assim a informação emitida na segunda por um programa da rede "Canale 5", onde duas pessoas afirmaram que, antes do comício, tinham avisado à Polícia que uma pessoa (Tartaglia) fazia ameaças a Berlusconi.

Tudo o que sabemos sobre:
ITALIAAGRESSORBERLUSCONI*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.