Agrícolas caem no atacado, alimentos pressionam varejo

Uma queda nos preços no atacado levou o IGP-10 a voltar a registrar deflação, enquanto uma aceleração dos custos de alimentos no varejo pressionou o IPC-S. Ambos os dados, divulgados nesta segunda-feira, ficaram apenas ligeiramente acima da previsão do mercado.

VANESSA STELZER, REUTERS

16 de março de 2009 | 09h00

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,31 por cento este mês, depois de ter subido 0,54 por cento em fevereiro e de ter caído 0,85 por cento em janeiro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A mediana de previsões de dez analistas ouvidos pela Reuters apontava recuo de 0,35 por cento.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,37 por cento na segunda prévia de março, ante 0,35 por cento na primeira e prognóstico do mercado de 0,36 por cento.

Entre os componentes do IGP-10, o Índice de Preços por Atacado (IPA) declinou 0,57 por cento, seguindo a alta de 0,52 por cento anterior.

O IPA agrícola caiu 1,49 por cento, ante elevação anterior de 3,24 por cento. O IPA industrial declinou 0,26 por cento, após cair 0,45 por cento em fevereiro.

As principais quedas individuais de preços no atacado foram de naftas para petroquímica, açúcar cristal, ovos, cana-de-açúcar e laranja.

Ainda dentro do IGP-10, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,29 por cento em março, abaixo da elevação de 0,64 por cento de fevereiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação positiva de 0,01 por cento, desacelerando sobre o avanço de 0,43 por cento no mês passado.

No IPC-S, "dos sete grupos componentes do índice, quatro apresentaram acréscimos em suas taxas de variação", disse a FGV em nota.

Os preços de Alimentação subiram 0,37 por cento nesta leitura, ante avanço de 0,24 por cento na anterior. Os custos desse item vinham caindo até fevereiro, mas no início deste mês começaram a reverter essa tendência.

Os preços de Vestuário continuaram desacelerando a queda, para 0,20 por cento na segunda prévia de março, ante baixa de 0,27 por cento na primeira.

Entre os itens individuais, as maiores contribuições de alta vieram de manga, mamão papaia, aluguel residencial, açúcar refinado e alface.

O IGP-10 foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 de fevereiro e 10 de março. O IPC-S mediu os preços de 16 de fevereiro a 15 de março.

(Edição de Alberto Alerigi Jr.)

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