Aguapés podem tornar-se alimento para suínos e ovinos

Instituto de Zootecnia vai analisar se os animais conseguem aproveitar o material nutritivo de plantas aquáticas

O Estado de S.Paulo

18 Julho 2007 | 05h13

O Instituto de Zootecnia (IZ) vai ajudar a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) a dar um destino adequado para as cerca de 120 toneladas diárias de matéria vegetal - aguapé e outras gramíneas - que prolifera nas águas das represas hidrelétricas da companhia e dificultam os trabalhos de geração de energia. O objetivo é utilizar estas plantas aquáticas na alimentação de suínos em fase de crescimento e de ruminantes. De acordo com os pesquisadores do IZ, destinar as plantas aquáticas para a alimentação de suínos e ovinos pode abrir uma possibilidade de destino do material colhido, preservando o ambiente, apresentando novas alternativas e disponibilizando tecnologias à real demanda do produtor rural. "Faremos uma análise bromatológica e ensaios de digestibilidade para saber quanto os suínos conseguem aproveitar deste material", explica o zootecnista Fábio Henrique Lemos Budiño, um dos responsáveis pelas pesquisas com suínos. O outro projeto é voltado para a produção de feno à base de plantas aquáticas para a ovinocultura. De acordo com os zootecnistas Josiane Aparecida de Lima e Eduardo Antonio da Cunha, a alimentação é uma das principais preocupações dos criadores. O alimento volumoso representa elevado custo. As pastagens, destacam os pesquisadores, necessitam de critérios como correção da acidez do solo, fertilização, manejo efetivo e adequado à criação de ovinos. E, ainda, há épocas do ano em que o crescimento e produção de pastagens são limitados em qualidade e quantidade. "Nessas circunstâncias os produtores têm que produzir ou adquirir comercialmente volumoso conservado - silagem ou feno -, demandando mais gastos financeiros", explicam. A proposta elaborada poderá oferecer uma alternativa vantajosa não somente para os ovinocultores, mas também para outros segmentos da pecuária, como bovinos e caprinos, que poderão ter nas plantas aquáticas um componente barato para alimentação do rebanho. Após as pesquisas, o IZ fornecerá um relatório com os resultados e conclusões sobre a viabilidade de uso das plantas aquáticas na alimentação dos animais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.