Aí, apareceu um tal de Henry Heinz...

O ketchup, ou catsup, ou catchup se tornou um dos maiores símbolos da cultura gastronômica norte-americana e um negócio de quase US$ 500 milhões por ano, segundo a revista Business Week. Mas a história desse molho-ingrediente-condimento começou muito antes de sua chegada aos Estados Unidos, no começo século 18. E muito longe dali, mais precisamente na China do século 17.

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2013 | 02h10

Originalmente batizado pelos chineses de ké-tsiap, consistia em um molho fermentado e condimentado de peixe, daí o nome, que significa "salmoura de peixe". Foi na Malásia que a palavra ganhou uma grafia mais parecida com a que se vê hoje, kechap, e a partir de lá foi introduzida na Inglaterra. Na falta de ingredientes asiáticos, os ingleses passaram a prepará-lo com cogumelos, nozes, ostras, pepinos e outras variações.

A versão que instituiu o tomate como ingrediente principal está ligada à própria história da introdução do tomate nos EUA. Uma das primeiras receitas de ketchup de tomate foi publicada em 1812, por James Mease, no Alabama. Embora os americanos ainda tivessem certa resistência ao tomate, que evitavam comer cru por temerem que fosse venenoso, o molho feito com tomates cozidos e condimentado passou a ser usado em carnes, no bolo de bacalhau e em outros pratos. Mas, mesmo com a popularidade, o preparo era longo e trabalhoso. A conservação era outro problema. Foi então que Henry J. Heinz começou a escrever o capítulo definitivo na história do produto. Em 1876, justamente no primeiro centenário da independência dos EUA, ele lançou seu Tomato Catsup, que se tornou o primeiro ketchup fabricado em escala industrial. Além de aprimorar as receitas anteriores, inovou ao armazenar em garrafas de vidro com o gargalo estreito e estabeleceu um padrão para a indústria. A H. J. Heinz Co. apostou ainda em marketing. Acabou não só divulgando sua marca, como consolidou o ketchup de tomate como um dos ingredientes máximos da culinária norte-americana.

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