Ainda há muito espaço para crescer lá fora

O volume exportado de frutas este ano pelo Brasil não deve superar 2% da produção total, de 43 milhões de toneladas. De todo modo, ainda há muito espaço a ser conquistado pelas frutas brasileiras, tanto em mercados já consolidados como em novos mercados, como o árabe, cujo crescente poder aquisitivo da população se reflete no consumo de frutas. Há também o mercado canadense, que importa US$ 1 bilhão de frutas por ano, e o mercado dos Estados Unidos, que recebe apenas 9% do total de exportações brasileiras.

Leandro Costa, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 02h46

Segundo a pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) e coordenadora do projeto HortiFruti Brasil, Margarete Boteon, "o Brasil já cresceu bastante no segmento, mas deve continuar aproveitando as oportunidades, exportando sobretudo quando os países de destino estiverem na entressafra das frutas", diz. Para ela, a grande oportunidade está nas mãos dos produtores que trabalham com nichos de alto valor agregado. "Frutas que os europeus conhecem pouco, como a goiaba branca, tendem a ganhar espaço." Entretanto, ela salienta que o mercado interno deve continuar sendo o mais importante para os fruticultores.

Margarete diz ainda que o investimento dos produtores em qualidade para exportar acaba beneficiando o mercado doméstico. "Esse aprendizado puxa para cima a qualidade da frutas consumidas também no mercado interno. Várias variedades que eram produzidas somente para exportação hoje são consumidas internamente."

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