Ajuda ao Haiti precisa de mais coordenação, diz René Préval

As entidades internacionais que têm despejado ajuda no Haiti precisam se coordenar melhor para alcançar os sobreviventes do devastador terremoto deste mês, disse o presidente René Préval na quarta-feira.

PATRICIA ZENGERLE E JACKIE FRANK, REUTERS

27 de janeiro de 2010 | 19h52

Grupos humanitários e soldados de todo o mundo têm distribuído a duras penas comida, água e assistência médica aos cerca de 3 milhões de feridos e desabrigados, e em alguns momentos a entrega da ajuda se torna caótica -- exigindo até mesmo que os militares usem gás lacrimogêneo e dêem tiros para o alto para controlar as multidões. Em muitos acampamentos improvisados, desabrigados se queixam de ainda não terem recebido ajuda alguma.

"Não estou em posição de criticar ninguém, muito menos as pessoas que vêm aqui para me ajudar", disse Préval. "O que estou dizendo, o que todos estão dizendo, é que precisamos de uma melhor coordenação".

Préval se disse grato pelo dinheiro arrecadado no mundo desde o terremoto de magnitude 7 que atingiu a nação caribenha no dia 12, matando até 200 mil pessoas no país mais pobre das Américas. Ele também tentou atenuar a preocupação de que a corrupção haitiana irá sugar a ajuda que deveria servir à desesperada população local.

"O governo haitiano não viu um centavo do dinheiro que foi arrecadado para o Haiti. Suponho que isso signifique que o dinheiro está indo para as ONGs", falou.

Préval contou que uma entidade portorriquenha apresentou um canhoto de embarque mostrando ter doado 3,5 milhões de dólares em ajuda alimentar. Préval disse que perguntou ao grupo onde a comida estava, e ouviu como resposta que ela já havia sido entregue a grupos humanitários.

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