Alagoas recebe relatório sobre possível adulteração de leite

Estado deve instaurar um inquérito policial caso as irregularidades sejam confirmadas

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

06 de maio de 2008 | 18h12

O secretário de Defesa Social de Alagoas, Paulo Rubim, afirmou nesta terça-feira, 6, que recebeu o relatório da Polícia Federal (PF) sobre possível adulteração em três marcas de leite produzidas no Estado. Rubim disse que recebeu segunda-feira, 5, o parecer com os laudos do Instituto de Criminalística da PF e que deve instaurar um inquérito policial, caso as irregularidades sejam constadas. Ele afirmou que ainda não teve tempo de analisar o conteúdo do documento, mas adiantou que o resultado da perícia, já divulgado pela PF, constata impurezas na composição do leite fabricado por indústrias de Alagoas. O secretário disse que ainda não teve tempo de analisar o conteúdo do relatório, mas adiantou que o resultado da perícia, divulgada pela própria Polícia Federal, constata impurezas na composição do leite fabricado por indústrias de Alagoas. Segundo o laudo da PF, nas amostras de leite analisadas, foram detectadas as presenças de água, sacarose e uma substância que pode ser soda cáustica.   O laudo faz parte da Operação Ouro Branco, desencadeada pela Polícia Federal, no ano passado, em Uberaba (MG), para apurar denúncias de irregularidades na fabricação de leite. Em Alagoas, três marcas estão sob suspeita: Valedourado, São Domingos e uma terceira que conseguiu liminar na Justiça Federal para não ser citada.   A empresa Valedourado emitiu nota oficial sobre a denúncia da Polícia Federal, negando qualquer irregularidade na fabricação do leite.   "A Valedourado é uma empresa de alimentos que há 20 anos prima pela qualidade e credibilidade dos produtos que industrializa, atendendo aos mercados interno e externo. Por manter uma relação de confiabilidade e respeito aos seus consumidores, a direção da empresa esclarece que desconhece o suposto laudo divulgado na imprensa sobre a adulteração de leite. A empresa desconhece esta análise e assegura que não foi notificada pelo Ministério da Agricultura ou Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).   Os dirigentes da Companhia discordam da exposição equivocada de informações desta natureza na mídia alagoana e que a empresa sequer teve o direito à contra-prova, procedimento comum neste tipo de situação", diz a nota.   A empresa São Domingos disse que vai analisar as informações, para só depois se manifestar oficialmente sobre o assunto.

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