Alckmin critica plano e diz que Saúde precisa de verbas

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou nesta quarta-feira o programa Mais Médicos, do governo federal. A medida provisória (MP), publicada nesta terça-feira, 9, determina que, a partir de 2015, o curso de medicina passe de seis para oito anos e que os estudantes terão de trabalhar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir o diploma. De acordo com Alckmin, a Saúde não precisa só de mais médicos, mas também de investimentos.

Agência Estado

11 de julho de 2013 | 08h45

"Tudo o que fizer pela saúde é bem-vindo, mas estamos passando longe dos problemas da saúde. O problema básico do SUS é financiamento", afirmou. Segundo ele, a participação dos recursos federais no financiamento da saúde no País caiu 11% na última década. "Tínhamos, em 2001, 56% do financiamento da saúde pelo governo federal. Onze anos depois, são 45%." Alckmin reclamou ainda da falta de repasses para as Santas Casas. Conforme o governador de São Paulo, o nível de investimento deveria aumentar porque a população do Brasil envelhece e precisa de mais cuidados.

O Ministério da Saúde anunciou que triplicou o investimento nos últimos dez anos, saltando de R$ 28,3 bilhões em 2002 para R$ 95,9 bilhões em 2012. O orçamento aprovado para 2013 é de R$ 99,3 bilhões. "Em relação aos investimentos em Saúde, os valores executados cresceram 119% entre 2001 e 2012, passando de R$ 2,4 bilhões para R$ 5,2 bilhões", afirmou a pasta. Sobre a tabela de procedimentos do SUS, o ministério afirmou que a atualização "ocorre de acordo com necessidade dos serviços" e que esta não é a única forma de repasse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais conteúdo sobre:
Plano Mais MédicosAlckmin

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.