Alckmin defende inspeção veicular só na Grande SP

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) descartou, na quinta-feira (21), pressionar sua base governista na Assembleia Legislativa a aprovar o projeto de lei que institui a inspeção veicular em todo o Estado, como quer o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT). O tucano voltou a defender a realização das vistorias na Grande São Paulo.

AE, Agência Estado

22 de março de 2013 | 08h49

No dia seguinte à aprovação das mudanças no programa municipal, Alckmin elencou outras medidas para combater a poluição provocada por automóveis nas grandes cidades. "Uma das ações é a redução do valor do etanol para estimular proprietários de veículos flex a usar esse tipo de combustível. Mas a Petrobrás também precisa fazer a sua parte, melhorando a qualidade de seus produtos", disse.

A diminuição do valor se daria, segundo ele, com a diminuição da alíquota do ICMS. "Temos de investir maciçamente em transporte de alta capacidade, movido a energia elétrica, como metrô e ônibus, evitando, assim, a utilização de combustíveis poluentes, como diesel e gasolina."

Mais uma vez, Alckmin citou o investimento de seu governo em obras que visam tirar carros da capital, como a construção do Rodoanel. Mas, segundo ele, há necessidade de investimentos na malha ferroviária. "O Ferroanel também pode ser uma grande saída para diminuir caminhões das estradas e nos acessos a São Paulo, além de melhorar a logística para o porto de Santos", afirmou.

Ataque

Já o prefeito Fernando Haddad (PT) atacou o PSDB afirmando que o partido é contraditório ao não aprovar o projeto que está parado na Assembleia Legislativa. "A oposição está em contradição grande. Tem uma reação na Câmara e uma na Assembleia Legislativa. Tem alguma coisa errada no PSDB. Quantos PSDBs existem?"

Durante a aprovação do projeto que acabou com a inspeção anual na capital e estabeleceu o reembolso da taxa neste ano e a isenção em 2014 para veículos aprovados, os vereadores que apoiam Haddad na Câmara chegaram a propor uma emenda à lei que suspenderia o programa no Município caso o governo não aprovasse uma lei estadual. Ao fim da sessão, a base desistiu.

Haddad ressaltou a responsabilidade do Estado. "Se vocês forem ler a legislação federal, vão ver que se trata de programa estadual. Estamos aguardando há dez anos a regulamentação disso", disse. O petista, no entanto, evitou criticar Alckmin. "O governo já mandou a lei para a Assembleia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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