Alckmin espera começar Linha 17 do Metrô amanhã

O governo paulista espera que amanhã o Tribunal de Justiça derrube uma liminar que impede o início das obras de construção da Linha 17-Ouro da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), derrubada a liminar o contrato será imediatamente assinado, porque a concorrência já foi feita.

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

29 Junho 2011 | 15h08

A declaração de Alckmin foi dada hoje, durante a vistoria das obras de modernização da Estação Pinheiros da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na zona oeste da capital. A construção da Linha 17 está parada por causa de uma liminar concedida em dezembro, que impede a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação.

A Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah) entrou com ação contra o projeto, alegando que ele não tem estudos de impacto ambiental e na vizinhança, nem seu traçado detalhado. O Metrô recorreu, mas em março a Justiça manteve a proibição. Essa linha ligará, por monotrilho, o Aeroporto de Congonhas à região do Morumbi.

Linha 4

Alckmin anunciou que as estações da Linha 4-Amarela do metrô passarão a funcionar até as 21 horas a partir de hoje, o que deve beneficiar 60 mil pessoas por dia. Além disso, o início das operações nas estações Luz e República deve ser antecipada em um mês, para o fim de setembro. Mas outras cinco estações da linha, que fazem parte da segunda fase, ficarão para o final de 2013 e início de 2014. "Esperemos entregar uma sexta estação, que é Taboão da Serra. Pela primeira vez o metrô vai sair de São Paulo", comentou Alckmin.

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que apesar da estrutura básica dessas cinco estações estar pronta, ainda há muito a ser feito. "Passou o tatuzão e foi feito o corpo da estação, a abóbada. Mas ainda falta a fiação, hidráulica, escadas rolantes, a parte de informática, portas. É como uma casa, ergue rápido, mas o acabamento é demorado", comentou. Segundo ele, o contrato para o término dessas estações deve ser assinado até setembro.

Prefeitura

O secretário comentou que, dos R$ 2 bilhões que a Prefeitura de São Paulo prometeu destinar para as obras do metrô, apenas metade (R$ 960 milhões) foram entregues até agora. Mas segundo ele, essa verba não está fazendo falta - no momento. "Há recursos da Prefeitura que não estão sendo usados, porque o dinheiro é carimbado. A Prefeitura já passou para a Linha 17 mais de R$ 300 milhões, só que como há liminar não podemos assinar o contrato e não estamos utilizando o dinheiro", explicou.

De acordo com o secretário, como também há atrasos no cronograma da Linha 5-Lilás e da Linha 2- Verde, o problema de repasse da Prefeitura não está sendo um gargalo. "Não houve negociação com a Prefeitura porque não houve pressão financeira. Aparentemente até o final do ano não precisaremos desse dinheiro, mas temos que ver o ritmo das obras. Ano que vem acho que a história vai ser diferente. Espero que comecemos janeiro a todo vapor, com quatro obras do metrô e outras duas da CPTM, que vão demandar bastante recurso", disse.

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