Alckmin mantém críticas a Kassab apesar de apelo de FHC

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, ignorou nesta quinta-feira recomendação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e disse que continuará enfrentando o prefeito e candidato Gilberto Kassab (DEM) para chegar ao segundo turno. "Agora no primeiro turno todo mundo deve se esforçar para chegar no segundo turno. Eleição é disputa, todos estão concorrendo e estou trabalhando para que o PSDB chegue no segundo turno junto com o PT", disse Alckmin a jornalistas, após debate na Associação Paulista de Magistrados, ao ser questionado sobre as declarações de FHC. Nesta manhã, Fernando Henrique sinalizou que é contrário aos ataques de Alckmin contra Kassab e afirmou que a disputa deve ser travada com o PT. "Agora, é hora de pensar em vencer o PT", avisou FHC. Kassab concordou com as opiniões do ex-presidente. "Tem sido esta a minha conduta. A prioridade é apresentar propostas. O presidente Fernando Henrique, com sua maturidade e sua experiência, possivelmente deve ter sinalizado nesta direção que é a nossa sinalização permanente", afirmou o prefeito a jornalistas durante evento de campanha. "QUÉRCIA-PITTA" Alckmin manteve na tarde desta quinta-feira a tentativa de identificar a candidatura de Kassab com o ex-prefeito Celso Pitta, que deixou o posto debaixo de escândalo, e com o presidente do PMDB paulista e ex-governador Orestes Quércia, que compõe a coligação de apoio ao prefeito. "O Quércia é problema do Kassab. A chapa do Kassab é uma chapa Quércia-Pitta porque o Quércia apóia o Kassab, indicou a vice e ambos, o Kassab e a vice, foram secretários do Pitta", disparou Alckmin, referindo-se a Alda Marco Antonio, do PMDB. O candidato negou que tenha pedido o apoio de Quércia antes do início do primeiro turno e disse que sua campanha é que foi procurada pelo peemedebista. "Aliás, conversar com as pessoas não tem problema nenhum. Diria até que se dependesse do PMDB eu acho que a maioria gostaria de ficar conosco. O Quércia é que acabou fazendo uma opção pelo outro lado", declarou. Quanto à ameaça feita por Quércia de o processar por ter dito que o peemedebista teria "quebrado" o Estado de São Paulo quando foi governador, o tucano disse que ele sairá derrotado. "Ele pode me processar à vontade." Em relação a um possível apoio do PMDB no segundo turno, disse apenas que quer os votos de "todos os eleitores" e que "comando de voto no segundo turno é mínimo". Sobre a possibilidade de o governador José Serra (PSDB) se licenciar para apoiar candidatos do partido, Alckmin afirmou que a decisão é de foro íntimo e que "ajudaria muito". Desde que Alckmin e Kassab apareceram empatados em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, aumentando a indefinição sobre quem irá ao segundo turno enfrentar Marta, o tucano tem elevado as criticas ao prefeito, que segue a estratégia de não revidar. (Reportagem de Carmen Munari)

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