Alckmin pede ao governo federal recursos para piscinões

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu hoje ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que o governo federal agilize a liberação de recursos para a construção de quatro piscinões na Região Metropolitana de São Paulo. As obras, avaliadas em R$ 140 milhões, estão previstas no Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2), com uma contrapartida de R$ 42 milhões do governo paulista. De acordo com Alckmin, os piscinões serão construídos em Sumaré, São Bernardo do Campo, Mauá e na capital (na divisa com São Caetano do Sul).

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

13 de janeiro de 2011 | 19h21

Durante encontro com Bezerra Coelho, o governador pediu ainda recursos para a construção de mais um piscinão na região da Penha, zona leste da capital. O ministro sugeriu que o governador deposite recursos no Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap). "No Fundo, cada R$ 1 depositado pelo governo estadual recebe R$ 3 do governo federal", explicou o governador. Ainda neste ano, São Paulo deve depositar um terço do valor da obra, avaliada em R$ 200 milhões.

Bezerra Coelho não informou o valor que será remetido a São Paulo dos R$ 700 milhões destinados ao Ministério da Integração, por medida provisória assinada ontem pela presidente Dilma Rousseff para cidades atingidas pelas enchentes. De acordo com Bezerra, os Estados que devem ter prioridade no recebimento de recursos são Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Franco da Rocha

Alckmin disse que, durante a visita a Franco da Rocha na tarde de hoje, garantiu ao prefeito da cidade, Marcio Cechettini, que construirá quatro piscinões na cidade. Segundo Alckmin, os recursos para as obras serão cobertos totalmente com recursos do governo estadual. "A represa da região já serve como reserva, mas chega a um ponto de chuva que é necessário abrir as comportas", afirmou. "Nós teremos mais quatro piscinões como medida de segurança", acrescentou.

Alckmin disse que a Defesa Civil agiu com segurança na cidade, que desde a última terça-feira está inundada. Ele negou ainda que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tenha errado ao abrir as comportas da barragem Paiva Castro, pertencente ao Sistema Cantareira.

O governador informou que já pediu que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) localize um terreno para alocar cerca de 150 famílias que vivem em áreas de risco em Franco da Rocha. De acordo com Alckmin, as famílias receberão aluguel social, e devem ser levadas para a Fazenda Juqueri - um provável local para a construção das novas moradias.

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