Alckmin promete que São Paulo terá melhor desempenho

Governador cita como prioridades formação de professores, currículo reestruturado e parceria com o ensino técnico

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h05

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que pretende "melhorar ainda muito" o desempenho do Estado no Ideb. Considerando a rede estadual, o Ideb paulista saltou de 3,6 para 3,9 no ensino médio, segundo melhor desempenho do País - primeira colocada, a rede pública de Santa Catarina tem Ideb igual a 4. Nas duas edições passadas do índice, a média nacional da rede pública no ensino médio ficou estagnada em 3,4.

"Toda a prioridade será para o ensino médio, porque esse é o desafio no mundo", afirmou Alckmin após participar de cerimônia no Palácio do Planalto. O governador destacou como prioridade a formação de professores, a reestruturação curricular e a combinação com o ensino técnico para incrementar o ensino médio.

Questionado pelo Estado sobre o desempenho do Distrito Federal no Ideb, o governador Agnelo Queiroz (PT) diz que os dados dizem respeito a "um período de muito sofrimento", em referência aos seus antecessores. Em nota, a Secretaria de Educação do DF diz que o 3.º ano do ensino médio "é composto por alunos que durante os anos anteriores sofreram com a falta de investimentos e programas educacionais adequados".

Além do DF, nove Estados tiveram queda no ensino médio: Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Acre, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Pará e Alagoas.

Eleição. Para Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Ideb pode influenciar as eleições municipais. "Como isso faz ganhar eleição, imagina o que é nesse período que estamos, a 50 dias da eleição, um prefeito que colocou como prioridade educação e não melhorou o Ideb. O que você acha que a oposição vai fazer?", disse anteontem, após coletiva de imprensa com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.