Alemães armam novo projeto para o Morumbi

Empresa garante: estádio atenderá exigências para a abertura da Copa

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

01 de outubro de 2009 | 00h00

Bastou o escritório alemão de arquitetura GMP entrar na reformulação do Morumbi, semanas atrás, para São Paulo mudar completamente seu projeto para a Copa de 2014. O Comitê Executivo Paulista anunciou oficialmente a construção de um prédio na Praça Roberto Gomes Pedrosa para estacionamento e áreas vip e confirmou a ampliação do edifício-garagem já existente para abrigar novos vestiários e espaços para a mídia, conforme adiantou o Estado. Já a nova cobertura do estádio sofrerá uma modificação radical, segundo as projeções enviadas para a Fifa no dia 4.

A SBP, uma empresa alemã de engenharia, já trabalhou em parceria com a GMP na elaboração das coberturas de três estádios na Alemanha e outros três na África do Sul. Agora, será a responsável por colocar o teto no Morumbi. E o fará com apenas 16 colunas. O conceito, chamado de "roda de bicicleta", difere do plano de Ruy Ohtake, que previa grandes aros de sustentação por cima do Cícero Pompeu de Toledo.

A GMP, que pela primeira vez falou sobre o projeto, garante o cumprimento total das exigências da Fifa. "É uma negociação que vai praticamente até o dia da abertura da Copa", explicou o arquiteto Ralf Amann. "Avançamos um pouco, a Fifa recua, e o Morumbi vai atender a tudo que for exigido."

O executivo alemão assegura que a situação é parecida com a das arenas na Alemanha e África do Sul. "É por isso que há tantos seminários com a Fifa até a abertura da Copa. O processo não é estático, é dinâmico", disse Amann. "Há parâmetros que podem ser atendidos imediatamente. Outros, não."

SEM COMPARAÇÕES

A GMP também fechou contratos para construir o Mané Garrincha, em Brasília, e reformar o Mineirão, em Belo Horizonte, dois palcos que também se candidataram para a abrir o Mundial. De quebra, levantará a arena de Manaus. Amann evitou comparar projetos. "Sou arquiteto, não político", disse. "Posso garantir que os três estádios cumprirão com os requisitos da Fifa. Mas quem escolhe a sede do primeiro jogo é a entidade." A cobertura aumentará, por baixo, em R$ 120 milhões os custos da reforma do Morumbi, estimados em R$ 300 milhões. O São Paulo pedirá empréstimo de até R$ 150 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). "Até 2024 teremos condição de alavancar R$ 350 milhões em financiamento", disse o diretor de marketing Adalberto Baptista.

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