Alexandre já questionava perícia desde a noite do crime

Depoimento da delegada Renata Pontes durou 4h e terminou quando os trabalhos foram suspensos para almoço

Camila Tuchlinski, do Jornal da Tarde

23 de março de 2010 | 15h52

A delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes, afirmou em depoimento hoje que Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha Isabella, questionou o trabalho da perícia desde a noite do crime. Renata Pontes, que acompanha as investigações desde a noite de 29 de março de 2008, é a segunda testemunha a ser ouvida pelos jurados no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.

 

Veja também:

blog Confira em tempo real a cobertura do julgamento dos Nardoni

especialO julgamento do Caso Isabella

Renata disse que esteve presente no prédio onde o casal Nardoni morava, na noite do crime, e que não encontrou com Alexandre ao chegar no local. A delegada, então, conversou com seis moradores do condomínio que disseram que o pai de Isabella havia informado que o apartamento tinha sido arrombado.

Depois, Alexandre chegou ao prédio acompanhado do pai, Antônio Nardoni, e questionou o trabalho feito pela polícia. Ele teria perguntado: "Já prenderam o ladrão? Já pegaram as impressões digitais?".

A delegada relatou ainda que embora Alexandre tenha afirmado que o apartamento tivesse sido invadido, ele não contou isso à polícia quando prestou depoimento. Na ocasião, ele disse que alguém teria usado uma cópia da chave para entrar no apartamento.

Pontes destacou que os legistas constataram que Isabella sofreu asfixia por esganadura e que ela tinha um ferimento na testa, sendo que nenhum desses ferimentos foi proveniente da queda que ela sofreu do 6º andar.

O juiz Maurício Fossen perguntou se podia dispensar Renata, mas o advogado de defesa do casal, Roberto Podval, disse que ela precisaria ficar à disposição da Justiça. A delegada não poderá deixar o Fórum pelo menos até os depoimentos dos peritos. Além da delegada, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, também está à disposição da Justiça.

O depoimento de Renata durou quatro horas e terminou às 14h10, quando os trabalhos do julgamento foram suspensos para almoço. Por volta das 13h30, a novelista Gloria Pérez, da TV Globo, entrou no plenário.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.