''Alguns não podem sair na rua'', diz Harlei

Goleiro e capitão do Goiás afirma que time joga por sua imagem na reta final

Anelso Paixão, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2009 | 00h00

Empatar com o Flamengo num Maracanã com mais de 80 mil torcedores não foi por acaso e nem teve incentivos extras, a famosa mala branca. É isso que os jogadores do Goiás querem provar. E já elegeram a oportunidade perfeita: o duelo contra o São Paulo, no próximo domingo, no Serra Dourada, em Goiânia.

"Nosso time não precisa de mala branca. Todos são profissionais, recebem em dia e têm objetivos na carreira", afirma o goleiro Harlei, 36 anos, o jogador com mais tempo de casa (dez anos). "Além do mais, temos de dar uma resposta ao torcedor. Tem jogador que não pode sair na rua", explica. "A imprensa disse muita coisa. Falou que não nos gostamos, que alguns só estão pensando em ser negociados. Tudo isso deixou a relação com a torcida ruim."

O capitão Harlei conta que os jogadores se reuniram e conversaram sobre a necessidade de mudar a imagem na reta final. "O time de Goiás é bom, teve uma queda de rendimento, mas ninguém nega que tem potencial. Foi isso que mostramos contra o Flamengo."

REVOLTA

As insinuações do zagueiro Ronaldo Angelim, do Flamengo, de que os jogadores do Goiás receberam R$ 300 mil do São Paulo para complicar o jogo de domingo, provocaram revolta. O primeiro a se manifestar, ainda no domingo, foi o atacante Iarley. " Não precisa jogar no Flamengo para ganhar bem. O Goiás tem jogadores que ganham muito bem."

Ontem foi a vez de o diretor de futebol Marcos Figueiredo se pronunciar. "O Angelim foi muito infeliz. Nosso time ainda tinha o objetivo de conquistar a vaga na Copa Sul-Americana e entramos para vencer o Flamengo", disse. "Contra o São Paulo, será outro jogo que todo mundo vai estar de olho e vamos fazer uma grande apresentação."

Os 40 mil ingressos para este jogo começaram a ser vendidos ontem e a previsão é de que estejam esgotados até quinta-feira. Como a torcida do São Paulo é grande em Goiás e na vizinha Brasília, a previsão é de estádio dividido.

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