Aliada ao governo, Força Sindical pede afastamento de Palocci

A Força Sindical, central aliada ao governo da presidente Dilma Rousseff, pediu nesta segunda-feira o "afastamento imediato" do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que vem sendo pressionado a explicar seu aumento patrimonial e as operações da empresa que dirigia, a consultoria Projeto.

REUTERS

06 Junho 2011 | 16h51

"Entendemos que a permanência do ministro no governo vai, com certeza, dificultar as ações governamentais, contaminando uma agenda positiva instruída a dar rumo ao crescimento econômico, à diminuição da pobreza e ao fortalecimento da democracia por uma sociedade mais justa", afirma nota da central.

"O projeto de governo, vitorioso nas últimas eleições, não pode permitir compromisso com o erro e com a falta de lisura por parte de membros do governo, muito menos por funcionários de tão importante função", diz o texto, assinado pelo presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, colega de Palocci no ministério, é do mesmo partido do presidente da Força Sindical.

A nota considera "insuficientes" as explicações dadas até agora pelo chefe da Casa Civil para justificar um aumento de 20 vezes em seu patrimônio entre 2006 e 2010. Sua empresa teria lucrado 20 milhões de reais somente em 2010, ano em que ele foi o principal coordenador da campanha vitoriosa de Dilma Rousseff à Presidência.

O ministro, que negou em entrevista na sexta ter realizado tráfico de influência, vem reiterando que seu aumento patrimonial está detalhado na declaração de Imposto de Renda e que a Projeto prestou serviços a clientes da iniciativa privada, "tendo recolhido sobre a remuneração todos os tributos devidos".

Palocci até agora se negou a revelar para quais empresas prestou consultoria no período em que estava fora do governo, ao mesmo tempo em que busca desvincular as acusações do governo federal e da presidente.

(Por Eduardo Simões)

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