ALL mostra otimismo sobre volume de cargas em 2012

Apesar da previsão de um ano fraco no transporte de commodities agrícolas, a América Latina Logística está otimista em relação ao crescimento dos volumes de cargas em 2012. O avanço do mercado industrial, o desenvolvimento da Vetria Mineração e a conclusão do Projeto Rondonópolis devem ser os principais vetores de crescimento para este ano.

REUTERS

07 Março 2012 | 11h55

No quarto trimestre do ano passado, a companhia registrou fraco desempenho no volume transportado no segmento industrial, que avançou apenas 0,9 por cento na comparação anual. Em commodities agrícolas, por outro lado, houve avanço de 10,2 por cento.

"No mercado industrial a gente enxerga a retomada desse mercado já para 2012... vemos um risco de demanda baixíssimo", afirmou o presidente da ALL, Paulo Basílio, em teleconferência com analistas nesta quarta-feira sobre os resultados trimestrais .

Ele destacou que a companhia já está vendo uma recuperação no transporte de celulose e de líquidos, como o etanol.

Basílio lembrou ainda que a baixa estimativa para o segmento agrícola ocorre por conta da quebra de safra na região sul. Entretanto, no Mato Grosso a perspectiva é de uma safra "forte", com uma safrinha de milho em meados no ano também positiva por conta da antecipação da colheita.

Sobre a Vetria Mineração -empresa criada a partir a associação entre ALL, Triunfo Participações e Investimentos e Vetorial Participações-, o presidente explicou que a ALL está conversando com alguns bancos "para fazer contato com alguns eventuais potenciais investidores".

"Muitos investidores estão vendo (a Vetria) como a possibilidade de ser um abastecimento de minério alternativo aos grandes players do mercado", disse Basílio, que lembrou que o processo de certificação das minas já foi iniciado e que é possível que hajam novidades no segundo trimestre deste ano.

A ALL terá 50,38 por cento da Vetria, enquanto a Triunfo ficará com 15,79 por cento e os acionistas da Vetorial com 33,83 por cento. A empresa deve operar com sua capacidade total a partir de 2016.

A nova empresa terá um sistema integrado com mina própria em Corumbá (MS), logística ferroviária por meio de um contrato operacional de longo prazo com a ALL e um terminal privado em Santos (SP).

Além disso, ainda neste ano a ALL deve concluir a construção da extensão da linha férrea até Rondonópolis (MT), "criando condições para que a ALL atinja um fluxo de caixa positivo em 2013", segundo a apresentação aos investidores.

As ações da ALL operavam praticamente estáveis às 11h36 desta quarta-feira, recuando 0,2 por cento, a 9,90 reais. O Ibovespa subia 0,66 por cento no mesmo horário.

(Por Carolina Marcondes)

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