Allianz teme consequências de guerra de preços em mercado de resseguro

A Allianz, maior seguradora da Europa, teme que uma queda nos preços de resseguros aumente o risco de algumas resseguradoras não ganharem o bastante para estarem preparadas para pagar coberturas convincentes em caso de catástrofes.

REUTERS

22 de outubro de 2014 | 16h35

As empresas, que ajudam as seguradoras a pagar o custo de sinistros por danos causados por eventos como furacões e terremotos, cortaram os preços de cobertura de catástrofes naturais em um quarto nos últimos anos, em meio a um declínio geral dos preços no mercado de 5 a 10 por cento.

A queda dos preços está tornando cada vez mais difícil para as resseguradoras gerarem bons retornos, minando sua força de capital e, potencialmente, sua capacidade de agir como escudo financeiro para as seguradoras arcarem com as contas dos clientes em casos de inundação ou tempestade.

"Precisamos de um equilíbrio entre comprador e vendedor", disse Amer Ahmed, presidente-executivo da Allianz Re, que lida com as necessidades internas e externas de resseguro na Allianz.

As resseguradores precisam de compensação que permita, de maneira sustentável, que carregar riscos em seus balanços. O contrário pode levar a mudanças na capacidade e preços, o que não seria bom para o funcionamento do sistema.

"Minha sensação é que em algumas áreas (a compensação) está claramente abaixo do sustentável", disse o executivo à Reuters em na cidade de Baden-Baden, na Alemanha, onde resseguradoras e empresa de seguros clientes iniciaram negociações sobre preços e termos de contratos de resseguro para entrar em vigor em 2015.

(Por Jonathan Gould)

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