Aluna é impedida de entrar na aula por usar bermuda

A estudante Rita de Cássia Catanoze Bezerra, de 12 anos, aluna da 6ª série da Escola Estadual Professora Dulce Esmeralda Basile Ferreira, em Sorocaba (SP), foi impedida de entrar na sala de aula na terça-feira porque usava uma bermuda. De acordo com a mãe da menor, a diarista Carla Maria Catanoze da Silva, de 37, a garota foi acusada de infringir uma regra da escola de só aceitar bermuda com comprimento abaixo do joelho. A mãe alega que a diretora do estabelecimento foi avisada de que a menina não podia usar roupas longas, pois estava com uma alergia na perna causada por ácido úrico, mas ignorou o problema.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

21 Março 2012 | 17h28

De acordo com a mãe, a menina foi obrigada a ficar no pátio das 7h10 às 15 horas, exposta às brincadeiras e humilhações de funcionários e outros alunos. Além das aulas, a menina perdeu uma prova surpresa que, segundo a mãe, não seria reposta. A estudante, que é uma criança tímida, ficou muito abalada, segundo a mãe. Ela considerou que a diretora da escola agiu com preconceito, por ser evangélica, e procurou a polícia.

O boletim de ocorrência só foi registrado nesta quarta-feira. "A escola não aceita saia ou calça acima do joelho, mas era um caso de saúde", reclamou a mulher. A diretora Arlete Inhaia negou ter conhecimento do problema de saúde da aluna e disse que a escola adota como norma o uso do uniforme escolar. Sem ele, o aluno não pode entrar na classe.

A Secretaria de Educação do Estado informou que a adoção do uniforme é opcional e cabe a cada unidade decidir sobre o uso, com aprovação do Conselho da Escola e Associação de Pais e Mestres (APM), com alternativas para possibilitar a todos a aquisição da roupa. Informou, ainda, que "o uso de uniforme não é obrigatório e a estudante não pode ser impedida de participar das atividades escolares ou ser exposta a qualquer situação vexatória pela ausência de roupa padronizada". Uma equipe de supervisores da Diretoria Regional de Ensino vai à escola quinta-feira para verificar a situação e garantir que as atividades perdidas pela aluna sejam repostas.

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