Filipe Araújo/AE
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Aluno brasileiro ganha bolsa de US$ 60 mil

O trabalho de Matheus Manupella, de 17 anos, competiu com 1.500 estudantes de 65 países e foi premiado

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

13 Junho 2011 | 00h00

Apesar da pouca idade - são apenas 17 anos -, o estudante Matheus Manupella já tem números que impressionam em seu currículo: uma bolsa de estudos de US$ 60 mil para a Universidade de Illinois, conquistada durante uma competição com mais de 1.500 estudantes, finalistas de feiras de ciências de 65 países. Ele vai cursar os quatro anos de graduação na cidade de Chicago.

Aluno do 3º ano do ensino médio do Colégio Renascença, que fica no bairro paulistano de Higienópolis, Matheus participou da Intel ISEF 2011, nos Estados Unidos - uma das maiores feiras de ciências para estudantes do mundo. Seu projeto sobre o uso do videogame como método de concentração para adolescentes com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) foi premiado, garantindo ao estudante a oportunidade de estudar no exterior.

O jogo criado por Matheus é composto por perguntas que estimulam a atenção do participante, liberando neurotransmissores que sofrem uma maior receptação no cérebro dos portadores de TDAH. "Estudei todas as funções psicológicas neurobiológicas afetadas pelo déficit e pesquisei também se os jogos poderiam estimular a memorização", explica o jovem.

A ideia surgiu em 2009, no primeiro ano do ensino médio, quando ele teve aulas de iniciação científica no colégio. A inspiração veio de um colega de sala, que tem TDAH. O projeto havia acabado no ano passado, mas ele continuou por escolha própria. "Acho que na nossa idade a maior parte dos jovens não tem interesse próprio em fazer um projeto", diz. "Por isso acho que cabe à escola incentivar."

Matheus agora está concentrado nos preparativos para a viagem. Apesar da empolgação, ele ainda não sabe o que vai estudar na universidade. "Mas me interesso bastante pelas áreas de psicologia, neurociência e biogenética", diz ele. "Sempre quis estudar fora, mas é caro. Essa é uma grande oportunidade."

Na universidade, ele quer continuar com o projeto. "Comecei como obrigação escolar, continuei por interesse próprio e agora ele está abrindo as portas para o meu futuro."

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