Alunos carentes sofrem mais com paralisação

Depoimento de Cynthia Nogueira, aluna do 1º ano de Terapia Ocupacional e moradora do Crusp

Luciana Alvarez, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

"Sou de fora de São Paulo e não teria condições de estudar sem as políticas de assistência social.

A greve dos funcionários não afetou em nada as aulas. Mesmo os laboratórios e bibliotecas do meu curso estão funcionando normalmente. Mas a rotina ficou bem mais difícil.

Estamos sem ônibus circulares e ando até 50 minutos para ir à aula. O que também me prejudicou foi o fechamento do bandejão (restaurante gratuito para alunos carentes). Tenho de cozinhar na hora do almoço, o que demanda tempo, e às vezes me atraso para o período da tarde.

Estou em um alojamento provisório, esperando vaga em algum quarto do Crusp. Divido com seis garotas um dormitório que tem goteiras e problemas elétricos. Para estudar, temos de nos revezar para usar a única mesa e duas cadeiras.

As condições já são péssimas, mas o pior é que a seleção está parada por causa da invasão dos estudantes ao Coseas. Enquanto não saírem, quem está nos alojamentos continua lá."

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