Alunos da USP farão passeata para pedir saída da reitora

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) convocou alunos, professores e funcionários para uma passeata amanhã até o Museu de Artes de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. A ideia é reunir os manifestantes a partir do meio-dia em frente ao prédio da reitoria, na Cidade Universitária, e de lá sair em passeata. O protesto contra a presença da Polícia Militar no câmpus e pela saída da reitora Suely Vilela estava previsto para quarta-feira da semana passada, mas apenas 15 pessoas compareceram, provavelmente por causa da chuva.

AE, Agencia Estado

15 de junho de 2009 | 08h06

Na terça-feira, uma manifestação convocada pelo diretório e por sindicatos no portão principal da USP terminou em conflito com a polícia. Um estudante e cinco policiais ficaram feridos e três integrantes do sindicato dos funcionários foram detidos, mas liberados em seguida. O ocorrido provocou reações diversas no câmpus. Intelectuais e cientistas criticaram as atitudes extremistas da véspera, tanto de manifestantes quanto da polícia.

O conflito deste ano começou com uma greve do sindicato dos funcionários no dia 5 de maio, com um pedido de 16% de reajuste salarial e mais R$ 200, além da reintegração do sindicalista demitido Claudionor Brandão. Sem a mesma repercussão da ocupação da reitoria em 2007, a greve foi ignorada pela reitora Suely Vilela. No dia 25, antes de uma rodada de negociação, um desentendimento entre alunos, funcionários e reitores levou um grupo a invadir e ocupar a reitoria por cerca de quatro horas.

No dia seguinte, funcionários fizeram um bloqueio ao prédio e a outros seis edifícios do câmpus, proibindo a entrada. A reitoria pediu reintegração de posse à Justiça, concedida na semana seguinte. A polícia apareceu e liberou as entradas, porém quando foi embora, os funcionários retornaram, o que provocou a volta e permanência da polícia na reitoria. Com isso, alunos e a Associação de Docentes decidiram aderir à greve. Com o confronto, surgiram novos inimigos: a reitora e o governador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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