Alunos perdem Enade em Campo Grande

Falta de energia elétrica atrasou o início na prova e alguns estudantes desistiram de esperar para fazer a avaliação nacional de universitários

CAMPO GRANDE, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h02

Alunos concluintes de cursos de graduação ou tecnológicos matriculados em 1.871 instituições de ensino superior de todo o País fizeram ontem o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

A prova, que pretende medir a qualidade de cursos e instituições de ensino superior, foi feita por alunos que têm previsão de se formar até julho de 2013 ou que cumpriram 80% da carga horária mínima até a inscrição.

Em Campo Grande, a falta de energia elétrica fez com que os portões da Universidade Anhanguera abrissem com 30 minutos de atraso. As provas foram iniciadas assim que a iluminação das classes foi restabelecida, por volta de 14 horas, uma hora depois do horário previsto.

Segundo estudantes, houve boatos de que o MEC teria cancelado a prova e, por isso, alguns candidatos deixaram de realizar o exame e foram para casa. A falta de informações precisas sobre o problema, ainda segundo os alunos, provocou apreensão.

Técnicos da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul), estiveram no local e informaram se tratar de defeito interno, que não poderia ser corrigido. Alunos que estavam em classes escuras afirmaram que fizeram a prova "de qualquer jeito". Em meio ao ambiente agitado, coordenadores do exame informaram que não haveria prejuízo aos candidatos.

A direção da Universidade Anhanguera prometeu divulgar nota esclarecendo o incidente e as medidas a serem adotadas, visando a garantir os direitos dos participantes do Enade.

Aproveitando a confusão, pelo menos quatro candidatos que chegaram atrasados entraram pelos fundos da universidade, pulando o muro. A Polícia Militar foi chamada, o que tumultuou ainda mais o ambiente.

Estavam presentes funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do Ministério da Educação (MEC), que não se manifestaram.

De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, diante da falta da energia elétrica, os estudantes foram informados de que quem quisesse ir embora poderia fazê-lo e não teria prejuízo. Quem quisesse ficar, aguardaria para fazer a prova normalmente. Ainda segundo a pasta, nenhum funcionário afirmou que o exame seria cancelado.

O MEC lembra que o objetivo da prova é avaliar a qualidade do ensino superior e não selecionar estudantes, como o Enem.

O incidente repercutiu no Twitter, onde estudantes que fizeram a prova na unidade reclamaram da falta de organização. / JOÃO NAVES DE OLIVEIRA

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