Amamentação aumenta chance de sobrevivência de bebês

As crianças que nascem nos países em desenvolvimento e são alimentadas com leite materno têm três vezes mais probabilidades de sobreviver à infância que as que não são amamentadas, divulgou nesta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na abertura da Semana Mundial da Lactação Materna."As taxas de lactação materna aumentam no mundo em desenvolvimento, mas 63% dos menores de seis meses ainda não são amamentados corretamente", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, num comunicado de imprensa.Ela acrescentou que "o resultado é que milhões de meninos e meninas começam sua vida em desvantagem".Para reverter a tendência, o Unicef, junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), promove a partir desta terça, em mais de 120 países, a Semana Mundial da Lactação Materna. A ocasião, segundo Veneman, "é uma grande oportunidade para criar consciência sobre a importância de uma prática simples que, no entanto, salva vidas infantis".A campanha de informação promove a alimentação exclusiva com leite materno durante os primeiros seis meses de vida. O leite materno, segundo o Unicef, deveria continuar até os dois anos de idade ou mais, embora a partir dos seis meses seja aconselhável acrescentar uma alimentação complementar adequada.O leite materno traz importantes benefícios para a saúde dos bebês, ressalta a organização. O alimento "proporciona nutrientes essenciais, protege contra doenças mortais como a pneumonia e favorece o crescimento e desenvolvimento", diz o comunicado."A alimentação com leite materno e a boa nutrição na infância são cruciais para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU", principalmente no que se refere à redução da mortalidade infantil. A meta é reduzir em dois terços a taxa de mortalidade entre os menores de cinco anos até 2015, diz o Unicef.Segundo dados da organização internacional, a taxa de mortalidade infantil entre os menores de cinco anos nos países em desenvolvimento, em 2003, era 12,5 vezes mais alta que nos desenvolvidos.Para combater o problema, o Unicef promove atividades para garantir que os bebês sejam alimentados corretamente em todos os países. Na Gâmbia, uma campanha de divulgação mostra à população a importância de tanto a mãe quanto o recém-nascido se alimentarem adequadamente.Outra prioridade é apoiar a lactação materna em situações de emergência. Quando a água potável é pouca e as crianças ficam expostas a doenças letais como a diarréia, amamentar é uma medida salvadora, recomenda o Unicef.Na localidade indonésia de Jogyakarta, epicentro do terremoto que atingiu a região em maio, o Fundo criou um programa para que as mães mantenham a amamentação de seus filhos.O Unicef também avisa que a aplicação do Código Internacional sobre Substitutos do Leite Materno, adotado por 60 países, é um dos principais instrumentos para proteger os interesses das mães que amamentam seus filhos contra as empresas que tentam promover seus produtos.O Código, estabelecido em 1981 pela OMS e pelo Unicef, proíbe a publicidade "agressiva" dos substitutos do leite materno e das mamadeiras, entre outras medidas.

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