Amamentação gera crianças menos estressadas, sugere estudo

Bebês alimentados no peito lidam melhor com as pressões e dificuldades da infância que bebês alimentados com mamadeira, sugere uma pesquisa publicada no periódico Archives of Disease in Childhood. A descoberta foi feita após uma análise dos dados de 9.000 crianças, que tomaram parte em um estudo realizado na Grã-Bretanha nos anos 70.Foram obtidas informações sobre o nascimento da criança e sobre a situação de cada uma nas idades de 5 e 10 anos, a partir de entrevistas com parteiras, pais, médicos e professores. Entre os dados, constam o peso da criança ao nascer e se ela foi ou não alimentada no peito.O levantamento também incluía fatores que podem influenciar ou indicar as reações da criança ao estresse e os meios de lidar com a tensão, como depressão materna, nível de educação dos pais, classe social e tabagismo.Quando a criança tinha 10 anos, pediu-se aos professores que avaliassem a taxa de ansiedade dos alunos numa escala de 0 a 50, enquanto os pais eram entrevistados sobre fatores que abalaram a família, como divórcio, ocorridos enquanto a criança tinha entre 5 e 10 anos.Quando todos os dados foram analisados, encontrou-se uma maior probabilidade de alta ansiedade entre crianças cujos pais haviam se separado. Mas, além disso, crianças que foram amamentadas no peito eram significativamente menos ansiosas que colegas que não tinham mamado no peito.Crianças amamentadas no peito, filhas de pais divorciados, tinham a chance de sofrer de alta ansiedade dobrada, enquanto que as que tinham sido alimentadas com mamadeira tinham a mesma chance multiplicada por nove.Os autores do trabalho enfatizam que suas descobertas não provam que mamar no peito seja, em si, um fator de eliminação de estresse, mas que dar o peito poderia ser sinal de algum outro tipo de fator presente na mãe ou no pai. Mas eles citam pesquisas com animais que mostram que a qualidade do contato físico entre mãe e filho durante os primeiros dias de vida o desenvolvimento neural e hormonal do filhote.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.