Amazonas proibirá mercúrio em garimpo no Rio Negro

O Amazonas vai proibir o uso de mercúrio para a extração de ouro no Rio Negro em até um mês. Em duas semanas, o governo local promete anunciar uma meta para a abolição da substância nos outros rios do Estado.

BRUNO DEIRO, Agência Estado

31 de agosto de 2012 | 09h34

A decisão ocorreu após o protesto de pesquisadores contra a resolução 011/2012, do Conselho Estadual de Meio Ambiente, que regulamenta os garimpos de ouro do Amazonas. Nesta quinta-feira, foram votadas sete das 12 alterações no projeto original propostas por especialistas da área ambiental.

"Fomos informados da situação emergencial na bacia do Rio Negro, onde a concentração de mercúrio já é naturalmente elevada por causa da geologia local", explica Antônio Ademir Stroski, do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), um dos responsáveis pela resolução. "A proibição do mercúrio nessa área será imediata, pois há comunidades em que os níveis de contaminação está muito superior ao aceitável."

Em uma segunda reunião, provavelmente no dia 13, o conselho votará metas para o fim do mercúrio nos outros rios do Estado.

Segundo Stroski, o prazo não será menor que dois anos. "Em menos tempo que isso será inexequível. Temos de dar tempo para fazer a transição, pois são famílias inteiras que vivem durante sete meses dessa fonte de renda", afirma. A expectativa é de que, após essa segunda votação, o texto final da resolução seja publicado no Diário Oficial até o fim deste mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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