Ambientalistas criticam impasse em acordos sobre clima

Brasil, no entanto, foi elogiado por ser um 'país progressivo que tem avançado barreiras'

AP,

02 Dezembro 2008 | 14h51

Ambientalistas se mostraram desapontados nesta terça-feira, 2, com alguns dos países mais ricos do mundo. Para eles, essas nações não se mostraram até agora capazes de assumir compromissos importantes na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas.   Veja também:   Adaptação ao efeito estufa custará US$ 50 bi ao ano, diz ONG Desmatar para produzir biocombustível piora clima, diz estudo  Crise pode prejudicar atualização do Protocolo de Kyoto Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    Página oficial da conferência  Gases estufa atingiram níveis recordes em 2007, diz ONU Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018   Alguns dos ativistas culpam o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por evitar o progresso nos primeiros dias na conferência de duas semanas na Polônia, iniciada ontem. Mais de 190 países discutem formas de combater a emissão de gases causadores do efeito estufa.   Os ambientalistas alertaram para o risco de fracasso da conferência, dizendo que os países industrializados estão resistindo em estabelecer metas de longo prazo para o corte nas emissões de gases estufa a não ser que os países em desenvolvimento façam o mesmo.   Savio Carvalho, da Oxfam International, disse que uma aliança de grupos ambientais estava "bastante desapontada" com países industrializados, como os EUA, e com produtores de petróleo, como a Arábia Saudita.   Carvalho disse que há uma falta de confiança geral entre países desenvolvidos e em desenvolvimento nas conversas. Ele pediu que os Estados Unidos, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia concordem com as políticas que diminuam sua dependência de combustíveis fósseis e pediu que dividam tecnologia como os países subdesenvolvidos, para que eles também possam diminuir suas emissões.   Apesar disso, o secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, se disse satisfeito com o ritmo das conversas. As negociações seguem até o dia 12.   No entanto, Carvalho elogiou o Brasil, que disse que "é um país progressivo que tem avançado barreiras."   O Brasil anunciou na segunda-feira, 1º, uma meta de diminuição significativa no desmatamento da Amazônia até 2017. Cientistas dizem que isso pode reduzir o aquecimento global.   Alden Meyer, da Union of Concerned Scientists, não acredita que uma visão comum para um acordo vá emergir de Poznan porque a administração Bush "se recusa a colocar qualquer meta para 2020."   Meyer disse que os países industrializados precisam cortar as emissões, transferir tecnologia e ajudar a criar o fundo de adaptação. "Essa é a visão comum", disse.

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