Ambientalistas criticam reposição florestal na Amazônia

Projeto de lei permitiria redução da área de vegetação que deve ser conservada em propriedades rurais

Agência Estado

20 Novembro 2008 | 18h57

Ambientalistas criticam projeto de lei que prevê a plantação de espécies exóticas em áreas desmatadas na Amazônia. Segundo a Agência Brasil, o Projeto de Lei 6424/05 modifica o atual Código Florestal e permite uma redução, de 80% para 50%, da área de vegetação original que deve ser conservada em propriedades rurais. A medida obteve parecer favorável na Comissão de Agricultura e aguarda votação na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Depois, deve retornar ao Senado.       Veja também:  Mais de 90% das unidades de conservação sofreram queimadas A Agência Brasil informou que para os setores ambientalistas, que apelidaram o projeto de "Floresta Zero", a aprovação do PL pode representar riscos de desmatamento acelerado. "Precisa ter uma composição de uma legislação, hoje, que preserve a floresta, que possa garantir o desmatamento zero na Amazônia, e que possa ao mesmo tempo garantir mais tecnologia e um melhor aproveitamento da agricultura no Brasil. Esse é o debate que tem que ser feito", afirmou um dos coordenadores da Campanha da Amazônia da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, Márcio Astrini.Segundo a Agência Brasil, o autor do projeto, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), diz que os ambientalistas estão determinados a impedir o desenvolvimento do País ou então, segundo ele, não compreendem o projeto. "É uma inverdade, porque o projeto que foi apresentado é exatamente no sentido contrário. Você vai poder usar o que já está aberto, e não vai precisar abrir mais nada na Amazônia. Ele não derruba uma única árvore. Ele apenas permite, através de uma flexibilização do Código Florestal, que se faça o uso das áreas que já estão alteradas."Outro temor dos ambientalistas, de acordo com informações da Agência Brasil, está na permissão do projeto ao cultivo de vegetação que não é original da Amazônia. Eles defendem que a medida pode permitir o cultivo de plantas prejudiciais ao ambiente.

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