América do Norte só compensa 30% de suas emissões de CO2

Relatório do governo dos EUA é o primeiro a avaliar a contribuição líquida do subcontinente para o efeito estufa

Associated Press,

13 de novembro de 2007 | 19h46

Apenas cerca de um terço do dióxido de carbono lançado na atmosfera na América do Norte é compensado por atividades que removem carbono da atmosfera, informa um relatório do governo americano. Atualmente, o continente norte-americano gera mais de 25% do dióxido de carbono liberado mundialmente pela queima de combustíveis  fósseis e outras atividades, diz o programa de Ciência da Mudança Climática do governo dos EUA.    US Climate Change Science Program   O relatório aparece no momento em que importantes especialistas de todo o mundo reúnem-se na Espanha para elaborar o resumo final da análise sobre a situação climática, elaborada para a ONU e divulgada ao longo do ano.   Segundo o novo estudo dos EUA, a América do Norte liberou 1,856 bilhão de toneladas de carbono no ar em 2003, 85% dos EUA, 9% do Canadá e 6% do México. Ao mesmo tempo, o crescimento da vegetação e outras fontes absorveram 500 milhões de toneladas.   Este é o primeiro informe sobre a produção líquida de carbono do subcontinente, explicou Tony King, principal autor do trabalho e cientista chefe do Laboratório Nacional Oak Ridge.   O relatório mostra que a principal fonte de absorção de dióxido de carbono é o crescimento das florestas que haviam sido eliminadas para dar lugar a cultivos agrícolas em meados do século 19. Como o retorno dessas matas é um fenômeno relativamente novo, a absorção se dá a taxas aceleradas, que devem diminuir com o envelhecimento das plantas, disse ele.

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