Americana agredida a pauladas recebe alta no Rio

Agredida com várias pauladas na cabeça por um morador de rua na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no fim de setembro, a pastora americana Renne Eliott Murdoch, de 44 anos, teve alta na manhã desta quinta-feira do Hospital Copa D'' Or, em Copacabana, na zona sul.

MARCELO GOMES, Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 17h53

Logo após ser internada, em coma, no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, também na zona sul, Renne foi submetida a duas cirurgias para retirada de dois coágulos no cérebro. Em seguida, foi transferida para o Copa D'' Or, onde sofreu uma terceira intervenção para recolocação de parte da calota craniana que havia sido retirada na primeira operação para reduzir a pressão no cérebro causada pelas pauladas.

Com dificuldades de fala, a pastora agradeceu a todos que rezaram por sua rápida recuperação, considerada incomum até pela equipe médica. "Agradeço a todos vocês pelas suas orações, pela minha vida e pela minha família. Muito obrigada. Vocês são maravilhosos!", disse Renne, que foi recebida com festa ao sair do hospital por fiéis da Igreja Luz das Nações, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, onde ela e seu marido, Philip Murdoch, são pastores.

O pastor fez questão de agradecer aos bombeiros que prestaram o primeiro atendimento à Renne. "Com certeza a ação rápida e profissional dos bombeiros do carro 255 salvou a vida da minha esposa. Também creio que houve um componente grande da ação de Deus. É raro alguém ter uma recuperação tão boa".

Coordenador da Unidade Neurointensiva do Copa D'' Or, Bernardo Liberato disse que os primeiros socorros foram fundamentais para a recuperação da pastora. "As primeiras quatro horas depois do trauma são críticas. A intervenção rápida dos bombeiros reduz em 50% a chance de morte de pacientes. E quanto mais rápida for a cirurgia para reduzir a pressão intracraniana, melhor".

Neurocirurgião dos dois hospitais, Ruy Monteiro afirmou que ao dar entrada no Miguel Couto, Renne tinha menos de 30% de sobreviver nos 14 dias seguintes. O porcentual subiu para 90% depois das cirurgias. E as chances de ela ter sequelas caiu de 80% no momento da internação para 30% após as operações.

Renne ainda apresenta pequeno déficit de memória e de linguagem, mas já recuperou suas funções motoras. Ela precisará fazer tratamento com fonoaudiólogos e fisioterapeutas para se recuperar totalmente.

Após deixar o hospital, Renne e o marido foram para casa celebrar o Dia de Ação de Graças, celebrado nesta quinta-feira nos Estados Unidos. "Para nós, é um dia tão importante quanto o Natal. Rezei muito para que ela tivesse alta até hoje. Vamos comemorar com um almoço tradicional em nossa casa, na companhia de amigos e familiares", afirmou Murdoch.

Renne foi agredida com um pedaço de pau na cabeça por Alexandre Luis de Oliveira Francesco, de 38 anos, na orla da Barra da Tijuca, na manhã de 26 de setembro. Ele estaria depredando um quiosque e, por isso, Renne chamou sua atenção. Revoltado, o morador de rua começou a bater na americana. Pessoas que passavam pelo calçadão conseguiram conter o morador de rua, que foi preso em flagrante. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio.

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