Americanas e Submarino estão confiantes na fusão

A Lojas Americanas.com e a Submarino, que se uniram no final do ano passado para criar a B2W Companhia Global de Varejo para atuar no comércio eletrônico, apostam que os órgãos de defesa da concorrência não deverão separar o mercado on-line de vendas varejistas do mercado tradicional. É nesse contexto que as duas empresas juntas detém apenas 2% do varejo total. Esse é o principal argumento apresentado às Secretarias de Direito Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (Seae), no âmbito de um estudo qualitativo de hábitos de consumo entregue pelas empresas. Segundo uma fonte envolvida na análise do negócio pelo sistema brasileiro de defesa da concorrência, esse estudo foi realizado por especialistas americanos sobre o comportamento do mercado varejista mundial. Nele, aponta-se que é relativamente barato para qualquer grande rede varejista, como o Carrefour e o Wal-Mart, ingressar no mercado de vendas pela rede mundial de computadores, a internet. Isso ampliaria facilmente a competição. Mesmo se as secretarias e o Cade entenderem que o mercado a ser analisado será apenas o on-line, as empresas acreditam que o porcentual de 50% de concentração das duas juntas neste segmento não será preocupante para os órgãos de governo. Isso, porque, no mercado de venda pela internet não há grandes barreiras à entrada de novos competidores. O custo apontado para se montar um portal na internet é "relativamente baixo". Além disso, as empresas ainda apostam que o Cade vai levar em conta que hoje as tecnologias de informática estão disponíveis facilmente no mercado para qualquer interessado em se organizar por meio desse canal de vendas. A fusão das Americanas e da Submarino está ainda sendo analisada pela SDE e Seae. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que terá que dar a palavra final sobre o negócio e seu impacto na concorrência, só deverá fazer o julgamento da operação após receber os pareceres das duas secretarias, além do Ministério Público e da Procuradoria do conselho. A expectativa entre os especialistas é que isso só ocorra dentro de seis meses.

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