Americanos reconhecem culpa por pênis falso para antidoping

Donos de empresa americana vendiam próteses penianas que armazenavam urina "limpa" para burlar exames

Da BBC Brasil, BBC

25 Novembro 2008 | 11h51

Os donos de uma empresa americana que vendia próteses penianas pela internet para falsificar resultados de exames antidoping se declararam culpados de duas acusações de conspiração. George Willis e Robert Catalano são, respectivamente, o presidente e o vice-presidente da Puck Technologies, empresa baseada no Estado americano da Califórnia que há três anos comercializava os dispositivos "Whizzinator" e "Number One". Estes dois modelos de prótese peniana permitiam armazenar urina "limpa" e mantê-la na temperatura do corpo até o momento de colocá-la em um recipiente coletador de amostras. Para burlar os exames antidoping, o pênis falso vinha aderido a um cinto, para ser sustentado enquanto a pessoa imitava o gesto de depositar a urina no recipiente. OITO ANOS O usuário poderia assim ter certeza de que teria um resultado negativo nos testes que avaliam a presença de substâncias ilegais no organismo. Em outubro, os dois empresários americanos foram acusados por uma corte federal na cidade de Pittsburgh de vender acessórios para o uso de drogas proibidas e de conspirar para fraudar o governo dos Estados Unidos. Ambos podem ser sentenciados a até oito anos de prisão e uma multa de US$ 500 mil (cerca de R$ 1,14 milhão).  O veredicto deve ser dado em fevereiro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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