Américas Central e do Norte fecham acordo para proteger menores imigrantes

Países das Américas Central e do Norte fecharam um acordo nesta sexta-feira para criar um grupo que promova a proteção dos menores imigrantes que viajam desacompanhados para os Estados Unidos.

REUTERS

27 de junho de 2014 | 21h46

Milhares de crianças de Guatemala, El Salvador e Honduras estão aparecendo ilegalmente nos EUA, frequentemente sem pais ou familiares.

O total poderia chegar a 90 mil neste ano e a 150 mil no próximo, enquanto que em 2011 foram registrados apenas 6 mil casos de imigração infantil, segundo estimativas do governo norte-americano.

A criação do grupo está contida na "Declaração Extraordinária de Manágua" emitida depois de uma reunião a portas fechadas da Conferência Regional de Migrações (CRM), integrada por vice-ministros do Interior e funcionários de imigração da América Central, México, Estados Unidos e Canadá.

O grupo será responsável por promover "ações imediatas para garantir uma proteção eficaz para meninos, meninas e adolescentes desacompanhados durante qualquer uma das fases do fluxo migratório", explicou o comunicado.

As partes também se comprometeram a combater as redes de tráfico de menores e a estimular campanhas de informação sobre os perigos da viagem para que as famílias não sejam enganadas por traficantes de pessoas.

"Os países membros têm a responsabilidade de ampliar todos os recursos disponíveis para proporcionar proteção a meninos, meninas e adolescentes migrantes desacompanhados na etapa mais imediata possível" mediante redes consulares e proteção internacional quando necessário, indicaram.

O documento também diz que os países membros da CRM irão cooperar para destinar recursos a programas de reinserção dos menores imigrantes às suas famílias.

(Reportagem de Iván Castro)

Mais conteúdo sobre:
NICARAGUACRIANCASIMIGRANTES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.