Amorim rebate acusações de hipocrisia

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, rebateu ontem acusações da imprensa americana de que o Brasil teria agido de maneira hipócrita ao não reconhecer as eleições em Honduras como legítimas.

Denise Chrispim Marin, enviada especial em Montevidéu, O Estadao de S.Paulo

08 Dezembro 2009 | 00h00

Amorim insistiu que o governo brasileiro defende a democracia "de maneira clara e evidente" e, ao abrigar o presidente deposto Manuel Zelaya em sua embaixada, contribuiu para o diálogo entre os hondurenhos para a solução da crise causada pelo golpe de Estado de 28 de junho.

"Hipócrita, provavelmente, é o veículo que disse isso", reagiu. "Se o Brasil não tivesse dado abrigo ao presidente Zelaya, talvez o diálogo estivesse parado. Não vejo nisso nenhuma hipocrisia. O Brasil contribuiu para firmar o princípio da democracia, contra os golpes de Estado, no nosso continente", completou o chanceler.

Segundo Amorim, a situação de Zelaya preocupa Brasília, que não definiu prazo para a saída dele da embaixada brasileira, onde está abrigado desde 21 de setembro. Em entrevista, Zelaya disse ontem que continuará na embaixada brasileira enquanto Brasília mantiver seu apoio. Amorim não antecipou qual a decisão que será tomada pelo Brasil após 27 de janeiro, quando o presidente eleito de Honduras, Porfírio "Pepe" Lobo, tomará posse e Zelaya passará a ser um cidadão comum. "Acho possível que, antes de ele se tornar ex-presidente, seja encontrada uma solução", completou.

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