Ampliação pode beneficiar aleitamento

Os benefícios do aleitamento materno exclusivo e do contato prolongado entre mãe e filho nos seis primeiros meses de vida foram os motivos que levaram a Sociedade Brasileira de Pediatria a elaborar, em 2005, o projeto de lei que criava a licença-maternidade de 180 dias.

, O Estadao de S.Paulo

23 de janeiro de 2010 | 00h00

"Esse prazo não é aleatório", explica o presidente da entidade, Dioclécio Campos Junior. "Em nenhum período o cérebro cresce com tanta velocidade como nos primeiros seis meses de vida. Para isso, é preciso uma nutrição adequada, e a melhor é o leite materno. Também são importantes os estímulos sensoriais, e a voz da mãe é a principal referência do recém-nascido." O aleitamento nos seis primeiros meses, diz, também ajuda a evitar alergias e doenças como diarreia e pneumonia.

Foi pensando nisso que a professora de música Ana Beatriz Valente sacrificou algumas horas de sono para garantir o aleitamento exclusivo da filha Manuela. Ela precisou retornar ao trabalho cinco meses após o parto. "Foi um malabarismo. Todo dia acordava uma hora mais cedo para tirar leite. Na hora do almoço, ia correndo para casa dar de mamar e, na volta do trabalho, ia comendo um lanche no carro. Essa correria fez a produção de leite diminuir", diz.

Ela pretende continuar a amamentar a filha mesmo agora que ela completou 6 meses e conta que só conseguiu colocar o plano em prática porque pôde contar com a ajuda da mãe. "Não queria dar mamadeira para não correr o risco de a Manuela largar o peito. Então, minha mãe oferece o leite no copinho. Mas não é todo mundo que tem paciência para fazer isso, pois dá trabalho", conta.

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