Anac fiscalizava Congonhas, diz ex-presidente da Infraero

O ex-presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) brigadeiro José Carlos Pereira afirmou ontem ao delegado Antônio Carlos Barbosa, do 27 º Distrito Policial, que a responsabilidade por fiscalizar a norma que proibia o pouso de aeronaves com reverso travado (em pista molhada) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, era ?exclusivamente? da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).O depoimento faz parte das investigações do acidente com o Airbus A320 da TAM, em 17 de julho de 2007, que deixou 199 mortos. ?Entendemos que, se a norma tivesse sido cumprida, o avião não teria pousado em Congonhas e não haveria acidente?, explicou Barbosa. O delegado pretende esclarecer se a norma estava realmente em vigor e quem deveria ter fiscalizado.?Ele (Pereira) alega que a função da Infraero é a administração do aeroporto em si e diz que as normas são de responsabilidade exclusivamente da Anac?, disse Barbosa. Hoje, o delegado deve ouvir o gerente de padrões de avaliação de aeronaves da agência, Gilberto Schettini.O depoimento do ex-presidente da estatal durou três horas. Na saída, o brigadeiro negou que as condições da pista tenham interferido no acidente. Para Pereira, ainda precisa esclarecer se a falha foi mecânica ou humana. O laudo da perícia deve ficar pronto no fim de maio e o inquérito deve ser concluído em junho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

23 de abril de 2008 | 09h22

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