Anac prevê ocupação de entre 90% e 95% no fim do ano

A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, estimou hoje que a taxa de ocupação dos voos na segunda quinzena de dezembro será de entre 90% e 95%. "É diferente de outras épocas em que se a pessoa perde o voo, se consegue realocar. Neste período, a taxa de ocupação vai para o máximo e quase não sobra espaço. Isso gera problemas porque os voos saem praticamente cheios", disse, em coletiva no Rio, após se reunir com representantes das companhias aéreas e órgãos do governo.

GLAUBER GONÇALVES E MÔNICA CIARELLI, Agência Estado

22 de novembro de 2010 | 14h56

Solange afirmou ainda que a previsão para o mês de dezembro é de 14 milhões embarques e desembarques. Ela destacou que esta é uma estimativa em que os números só poderão ser aferidos quando as companhias aéreas enviarem os dados para a Anac. O encontro no Rio teve como objetivo definir estratégias para evitar problemas de atrasos de voos no fim do ano.

Entre as medidas anunciadas está a proibição de overbooking (venda de passagens além da capacidade das aeronaves). Solange afirmou que as empresas que praticarem overbooking poderão ser punidas com restrição da autorização de novos voos e fretamentos. "Pode-se congelar autorizações de voo e não permitir fretamentos", disse. Segundo ela, se verificado overbooking, a agência decidirá qual destas medidas será tomada. Ela afirmou que também há a possibilidade de multa para esta prática, mas considera as restrições punições mais fortes.

A presidente da Anac afirmou que a fiscalização será feita por agentes da Anac nos aeroportos e disse que o órgão regulador estará atento às reclamações dos passageiros feitas pelo telefone de atendimento.

TAM e Gol

O presidente da TAM, Líbano Barroso, afirmou, ao deixar a sede da Agência Nacional de Aviação Civil(Anac), no Rio, que a companhia, líder no mercado de aviação no Brasil, não vendeu passagens acima da capacidade de seus voos para o período de festas de fim de ano."Não tem excesso. Vendemos dentro do nosso limite, da nossa capacidade. Não tem nada fora da regulação", disse o executivo. De acordo com informações apuradas pela Agência Estado, ao menos uma grande companhia teria vendido cerca de 10 mil bilhetes acima da capacidade para os meses de dezembro e janeiro.

Barroso - que participou da reunião com a direção da Anac, Receita Federal, Infraero, Polícia Federal e representantes das maiores companhias aéreas do País para discutir um plano de ação para evitar um apagão aéreo no fim do ano - deixou a entrevista coletiva antes do fim, sob alegação de que iria participar da cerimônia de lançamento do primeiro voo com uso de biocombustível pela TAM. Antes de deixar a sede da Anac, ele foi questionado sobre as negociações com os sindicatos de aeronautas e aeroviários, que ameaçam greve. Ele se mostrou confiante na concretização de uma acordo, sem necessidade de paralisações.

O diretor de Relações Institucionais da Gol, Alberto Fajerman, também está confiante em um entendimento. "Dissídio é um elemento de pressão. Por ser dezembro, isso é mais forte, pois estamos às vésperas de Natal e Ano Novo. Mas não acho que há um clima de insatisfação", disse. "Temos feito inúmeros movimentos para atender as reivindicações dos funcionários", complementou.

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