Anac vai apurar irregularidades de habilitação de piloto

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, por meio de nota, no fim da tarde de hoje, que abriu processo administrativo para apurar possíveis irregularidades relacionadas com o acidente com o helicóptero modelo Esquilo, de prefixo OMO-PR, que caiu no mar do litoral sul da Bahia, na noite da última sexta-feira, quando transportava sete pessoas. As equipes de resgate já confirmaram seis mortes - uma pessoa, a empresária Jordana Kfuri Cavendish, ainda é considerada desaparecida.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

20 Junho 2011 | 20h03

O foco das investigações é a situação supostamente irregular do piloto, o empresário Marcelo Mattoso de Almeida, de 48 anos. Entre outras irregularidades, ele não teria nenhuma habilitação válida (todas vencidas), não teria licença para pilotar um helicóptero como o que sofreu o acidente, estaria com a autorização médica também vencida, desde agosto de 2006 - pilotos de mais de 40 anos precisam renová-la anualmente -, e não teria habilitação para pilotar por instrumentos. A qualificação seria fundamental para a operação da aeronave na situação em que ocorreu o acidente, à noite e sob chuva.

Para conseguir liberação para a decolagem do Aeroporto Internacional de Porto Seguro, Almeida usou, segundo a Anac, dados de outro piloto, Felipe Calvino Gomes, de 29 anos. Gomes disse que pilotou o mesmo helicóptero na semana passada, no Rio, mas negou que tenha cedido ou autorizado o empresário a usar seus dados na Anac. Além do processo administrativo, o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) investiga em que circunstâncias ocorreu o acidente. As análises devem durar 30 dias.

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