Anda sonolento? Evite TV e internet à noite

Pesquisa no Japão mostra que usar internet antes de dormir afeta a percepção sobre o sono

Reuters

27 Agosto 2007 | 15h02

Pessoas que passam mais tempo antes de dormir na internet ou em frente à televisão têm mais tendência a dizer que não dormem bem, mesmo que durmam quase tanto quanto as que não têm o hábito. A constatação é de uma pesquisa feita no Japão.   "Enquanto muita gente usa mídia eletrônica, como internet, podemos notar que o uso prolongado antes de dormir leva à percepção de que se dorme pouco", afirmou o pesquisador Nakamori Suganuma, da Osaka University, no Japão, à Reuters.   Sua equipe coletou dados sobre uso de mídia eletrônica relacionada à qualidade do sono com 5.875 japoneses, divididos em dois grupos. Os resultados foram publicados no jornal científico Sleep and Biological Rhythms.   Quase metade dos entrevistados associou a sonolência ao uso de internet e TV antes de dormir. Esses também relacionaram a audiência ao pouco tempo dormido por noite.   No geral, 29% das pessoas que usam mídia eletrônica à noite por pouco tempo (menos de uma hora e meia) disseram que o hábito poderia ser a causa do sono insuficiente. Em comparação, o mesmo foi dito por 40% dos que usam internet e TV por até três horas e 54% dos que assistem por mais de três horas.   Apesar disso, usar internet e assistir TV à noite não têm correlação com a menor quantidade de sono. Os que afirmaram navegar na Web por mais de três horas antes de dormir têm noites apenas 12 minutos mais curtas dos que pouco usam a mídia eletrônica.   Notadamente, diz Suganuma, "a internet afeta mais a percepção sobre a sonolência do que a televisão, tanto em usuários mais jovens como os de meia-idade ou idosos".   Mais de 38% dos entrevistados apontaram o acesso à internet à noite como uma causa possível para seus distúrbios do sono, enquanto cerca de 25% disseram que a responsável era a televisão.   Os resultados sugerem que assistir à televisão ou navegar na internet pouco influencia na duração do sono. Há efeito mais significativo sobre a "demanda e qualidade do sono", afirma o pesquisador japonês.

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