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André Vargas: 'Não dá para negociar com uma massa'

O presidente interino da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), disse há pouco que o uso da força por parte da Polícia Militar para dispersar os manifestantes que estão à frente do Congresso não terá apoio da Casa. Segundo ele, também não é possível identificar os principais organizadores dos manifestos, o que dificulta uma tentativa de diálogo.

ERICH DECAT, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 23h48

"Ocorre que não é um movimento que tenha líderes e uma pauta de negociação. Se tivesse, é claro que ouviríamos porque essa é a casa da negociação. Não podemos infelizmente dialogar porque não dá para negociar com uma massa. Mas identificamos que é um movimento pacífico e vamos tentar conversar não só hoje mas ao longo das semanas", afirmou.

Vargas chegou há pouco à Câmara após se reunir com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) está em viagem oficial para a Rússia. Junto com Vargas também estão o líder do PT na Casa, José Guimarães (CE), e o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP).

Minutos depois de chegar ao Congresso, o presidente interino da Câmara demonstrou receio no contato com os manifestantes que cercam o prédio principal. Cercado por seguranças, André Vargas se dirigiu por dentro da Câmara até o mezanino para poder ter a dimensão dos manifestos.

No meio do caminho se desfez do blazer, gravata e dobrou as mangas da camisa social numa tentativa de passar por uma pessoa comum. Ao ver os holofotes das câmeras dos jornalistas se aproximarem pediu para eles se afastarem. Apesar de todo os cuidados assim que chegou ao mezanino os manifestantes reconheceram e gritaram palavras de ordem. Pouco depois, desistiu da ideia e retornou para dentro do Congresso.

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